Os novos líderes governistas da Câmara querem priorizar a defesa do projeto de lei que ainda será enviado pelo Executivo para isentar quem ganha até R$ 5 mil de Imposto de Renda a partir de 2026. Já os lideres oposicionistas pretendem atacar a inflação de alimentos e querem aprovar a anistia para os condenados pelos ataques do 8 de Janeiro de 2023.
A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) será a nova líder do Psol no lugar de Erika Hilton (Psol-SP). Ela ressaltou a chamada reforma tributária da renda:
“É fundamental que o governo mande para essa casa a proposta de isenção de imposto de renda para quem ganha até cinco salários mínimos, ao mesmo tempo que a gente precisa enfrentar o andar de cima, os privilégios, os supersalários e também rever isenções e renúncias fiscais que estão na ordem de mais de 500 bi.”
Já o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) substitui o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ) na liderança do PL e ele destacou o projeto da anistia:
“Para corrigir a injustiça a mulheres e homens, pais de famílias que estão cumprindo penas acima do que deveriam cumprir; não tendo o seu processo respeitado o devido processo legal. Essa vai ser a prioridade 01 do partido.”
Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), que foi reconduzido no cargo, é necessário apontar as vitórias econômicas do governo como a queda do desemprego:
“O ministro Haddad vai apresentar para todos nós um conjunto de ideias da chamada microrreforma econômica e fazer com que se consolide o crescimento econômico com a redução das taxas de juros. Eu estou otimista quanto ao nosso presente e futuro, porque o presidente Hugo Motta está com muita disposição de construir uma pauta no diálogo com os líderes, no diálogo com o governo e no diálogo, evidentemente, com o país”
Já o líder da Oposição, deputado Zucco (PL-RS), que substitui o deputado Filipe Barros (PL-PR), enumera outros pontos do debate econômico:
“A pedalada fiscal do pé de meia, podemos não ter o ambiente político, mas a irregularidade é clara, é vigente. Deram 90 dias, mas há o crime vigente. Então a gente vai trabalhar em torno de uma fiscalização efetiva; programa da anistia; e evitar qualquer projeto que envolva também a liberdade de expressão em redes sociais ou meios de comunicação. Enfim, a gente espera que esse governo corrija o rumo na área econômica, traga mais segurança para o mercado e, sim, com certeza, a gente vai ter um ano muito tumultuado aqui.”
Também a nova líder da Minoria, deputada Caroline de Toni (PL-SC), que substitui a deputada Bia Kicis (PL-DF), destacou a necessidade de equilíbrio fiscal:
“Então, o nosso papel vai ser muito na área econômica, a gente vai adotar esse caminho, por entender que o Brasil precisa conter gastos, precisa regularizar as suas contas, para justamente o preço do dólar diminuir, a inflação diminuir, e, lá na ponta, a pessoa comprar o alimento mais barato, ter um combustível mais barato, ter uma melhor qualidade de vida.”
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), novo líder do PT no lugar de Odair Cunha (PT-MG), cita outras pautas que também serão prioridade para o partido como mudanças na previdência dos militares e jornada de trabalho 6 por 1.
Mas, como outros líderes também apontaram, Lindbergh espera que o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) consiga manter a organização do Plenário com pautas previamente discutidas e com bastante antecedência:
“Ele quer também fortalecer as comissões, porque as comissões estavam esvaziadas, porque tudo era requerimento de urgência. Então, agora, requerimento de urgência só vai acontecer se, de fato, houver uma urgência. Não pode ser o caminho para a pessoa furar fila para colocar um projeto na frente.”
Vários líderes ainda manifestaram sua preocupação com uma definição final sobre as regras das emendas parlamentares ao Orçamento. O Supremo Tribunal Federal tem exigido mais transparência na execução destas emendas, o que já foi motivo de uma lei complementar aprovada em 2024.
2 respostas
Muda líder, muda deputado. O mesmo de sempre. Só o Brasil continua no mesmo. Aliás, piorando cada vez mais. E sssim vai continuar, salvo se o povo provocar uma reviravolta. Com pequenas exceções, os deputados que aí estão, não teem a mínima preocupação com o país,mas sempre com o que lhes interessa.
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