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“Por que todos (Dirceu, Aécio, Romero Jucá) podem aguardar julgamento em liberdade e até disputar eleições, menos Lula?”

A questão é levantada pela jornalista Maria Cristina Fernandes, em o Valor, ao listar as decisões contraditórias do Supremo Tribunal Federal nos últimos anos e sugere que a estratégia do PT não liberou Lula, mas deixou a toga derrotada como poder moderador.

O tema é tratado no blog do Frederico Vasconcelos, veiculado no site e jornal da Folha de São Paulo.

FREDERICO VASCONCELOS

Interesse Público

Lula fica preso, mas estratégia do PT expôs as contradições do Supremo

“Por que todos, Dirceu, Aécio, Romero Jucá podem aguardar em liberdade e até disputar eleições, menos Lula?”

A questão é levantada pela jornalista Maria Cristina Fernandes, no Valor, ao listar as decisões contraditórias do Supremo Tribunal Federal nos últimos anos e sugerir que a estratégia do PT não liberou Lula, mas deixou a toga derrotada como poder moderador.

“Não foi apenas Sergio Moro que engoliu a isca do PT, ao se pronunciar, de Portugal, a pretexto de ter sido mencionado na decisão do desembargador Rogério Favreto”, diz a colunista.

“Todo o Judiciário foi fisgado pela estratégia do partido”, diz, a começar pelo ministro Gilmar Mendes.

Segundo Fernandes, Gilmar, parceiro inaugural da Lava Jato, “virou a casaca sobre a prisão em segunda instância quando a operação da qual o instituto é pilar, pulou a cerca do petismo”.

“Ao agir sem freio para desmontar a operação, estimulou seus colegas e fez escola”, diz.

O ministro Dias Toffoli parece atuar como aluno aplicado, o que tem sido confirmado nas decisões da Segunda Turma do STF, com apoio de Gilmar e Lewandowski.

Toffoli seguirá os passos de Mendes, prevê Fernandes, e “mostra que pode vir a superá-lo na habilidade”.

“A decisão de Toffoli favorável ao habeas corpus do ex-ministro José Dirceu jogou água no moinho em que vai rodar a campanha petista”, afirma a colunista.

O ministro que presidirá o STF a partir de setembro mandou tirar a tornozeleira eletrônica que Moro havia mandado colocar em Dirceu depois do habeas corpus, lembra a jornalista.

Ela observou que a nota da ministra Cármen Lúcia, no final de semana, tem 67 palavras. “Nenhuma delas forma a expressão Estado de Direito”.

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