Sérgio Moro quebrou o sigilo de parte do acordo de colaboração de Antonio Palocci com a Polícia Federal. Nos bastidores, para a moçada que é contra o petismo, foi vibrção total.
Na delação, o ex-ministro dos Governos Dilma e Lula, Antonio Palocci, afirmou que o ex-presidente Lula pediu para que ele gerisse e empregasse recursos ilícitos na primeira campanha de Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto. Palocci diz ter participado de reunião, no início de 2010, na biblioteca do Palácio da Alvorada, com Lula, Dilma e José Sérgio Gabrielli, à época presidente da Petrobras e atual coordenador-geral da campanha de Fernando Haddad. No encontro, Lula teria pedido a Gabrielli para que a estatal encomendasse a produção de 40 sondas “para garantir o futuro político do país e do Partido dos Trabalhadores com a eleição de Dilma Rousseff, produzindo-se os navios para exploração do pré-sal e recursos para a campanha que se aproximava”.
Os advogados defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionaram as intenções do juiz federal Sérgio Moro ao tornar público o termo de delação e somente um depoimento do ex-ministro Antonio Palocci. Para o advogado Cristiano Zanin Martins, ao divulgar a delação a seis dias da eleição, Moro reforça “o caráter político dos processos e da condenação” imposta a Lula.
(Foto/Arquivo/Site/Congresso em Foco)


