O assunto está em todos os meios de comunicação. Há pouco o Portal G1, da Rede Globo, com braço da RPC aqui no Paraná, noticiava que o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na 1ª instância, aceitou, nesta quarta-feira (5), uma denúncia contra 11 pessoas por suspeita de irregularidade na duplicação da PR-323, que liga Maringá, no norte do Paraná, a Francisco Alves, no noroeste do estado.
Os onze acusados se tornaram réus na Lava Jato e vão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, fraude a licitação e lavagem de dinheiro.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o Grupo Odebrecht fez, no primeiro semestre de 2014, um acordo ilícito com Deonilson Roldo, então chefe de Gabinete do Governado do Estado do Paraná Beto Richa (PSDB), para que limitasse a concorrência na licitação da Parceria Público-Privada (PPP) para duplicação da PR-323.
Em contrapartida, a empreiteira pagaria R$ 4 milhões a Roldo e ao seu grupo, ainda conforme a denúncia. Lançamentos registrados no sistema de contabilidade informal da Odebrecht, mostram o pagamento de pelo menos R$ 3,5 milhões em espécie.


