A afirmação é de Celso Rocha de Barros, servidor federal, doutor em sociologia pela Universidade de Oxford. Segundo ele, que escreve semanalmente na Folha de São Paulo, Moro no governo Bolsonaro trinca a imagem da Lava Jato e dificulta a vida de quem defendia a operação diante da esquerda, e até o dia 28, estávamos preocupados com instituições, com partidos, com programas, com nossa imagem externa. Agora todos os cenários otimistas já sumiram no retrovisor, e sobrou a tarefa de conter isso aí até a eleição de 2022.
Para o sociólogo, há quem diga que Moro ministro poderia moderar Bolsonaro, e conter a escalada autoritária que o novo presidente evidentemente pretende iniciar em breve. Se for verdade, é o que importa em nossa situação atual, que é muito ruim. Antes de discutirmos é provável que Moro modere Bolsonaro, é bom dizer que é possível. Moro é mais popular que Bolsonaro, e Bolsonaro foi eleito surfando a onda da Lava Jato. Custaria muito, muito caro para Bolsonaro demitir Moro. O ex-juiz tem ampla margem para contrariar, frustrar ou ofender Bolsonaro antes de ser demitido.
Leia na íntegra o artigo de Celso Rocha de Barros.
(Foto/Ilustrativa)


