O centrão — PP, PR, PSD, PRB, PTB, PROS, SD e PSC — e o MDB, siglas que formaram a base dos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer, perderam 15% de suas bancadas, de 244 para 207 deputados, informa em sua edição desta segunda-feira (15/10), o jornal O Globo.
Segundo a matéria assinada pela jornalista Lydia Medeiros, juntos, no entanto, esses partidos ainda representam uma força indispensável. Quando somados aos 52 deputados eleitos pelo PSL de Bolsonaro ou aos 56 eleitos pelo PT de Haddad, têm votos suficientes para garantir maioria ao futuro governo na aprovação de projetos de lei na Câmara. Para dispensar o centrão, tanto o PSL quanto o PT precisariam negociar com partidos de campos políticos antagônicos aos seus, o que reduziria as chances de sucesso.
— O fiel da balança serão sempre os grandes partidos. Perderam poder, mas têm votos e articulação — analisa o cientista político Leandro Machado, um dos fundadores do movimento de renovação política Agora!.
Para emendar a Constituição, a exigência de votos é maior, de 308 deputados. Se quiserem cumprir as promessas de reformas, Bolsonaro e Haddad terão de reorganizar e ampliar os respectivos campos políticos. Na esquerda, o petista poderia contar com PSB, PDT e PCdoB. Com os votos do centrão, alcançaria o quórum necessário. Já Bolsonaro teria de recorrer à centro-direita, DEM, PSDB, PPS e ao estreante Novo.
Pelo sim, pelo não, independente de quem vença a disputa, as dificuldades serão gigantescas.
Aguardar para ver.


