A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou, nesta quinta-feira (15/11), uma nota em que demonstra preocupação com o rompimento de Cuba com o programa Mais Médicos e diz que a decisão pode afetar 28 milhões de pessoas. Leia a íntegra. “Entre os 1.575 municípios que possuem somente médico cubano do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas“, diz o texto, assinado por Glademir Aroldi, presidente do grupo. O grupo afirma que a decisão poderá levar o Brasil a 1 “estado de calamidade pública”. “A presente situação é de extrema preocupação, podendo levar a estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo“, A confederação defende a manutenção dos médicos cubanos até dezembro, como uma forma de dar tempo para a reposição dos profissionais: “A CNM aposta no diálogo entre as partes para os médicos cubanos permanecerem no país pelo menos até o final deste ano ou, se possível, por tempo maior a ser acordado entre os 2 países”. O grupo afirma ter procurado o governo de Michel Temer e o de transição, de Jair Bolsonaro, para tentar solucionar a questão. Para a organização, o programa “demonstrou ser uma das principais conquistas do movimento municipalista frente à dificuldade de realizar a atenção básica”. Segundo dados da organização, entre os 1.575 municípios que possuem somente médico cubano do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. “A saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas”, diz a nota. Os municípios têm mostrado preocupação com a decisão do governo cubano de deixar o programa. Em carta, a FNP (Frente Nacional de Prefeitos) afirmou que a saída pode trazer “irreparáveis prejuízos à saúde da população”.


