O jornal Estado de São Paulo publicou neste domingo (18/11), matéria do jornalista Ricardo Brandt, contando a história de um morador de Colombo, região metropolitana de Curitiba. Trata-se de Eliseu Clemente, 40 anos, cabeleireiro e que tem um trabalho e uma missão, que vai marcar sua vida. Ele, duas por mês, fica cara a cara com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi contratado pelos advogados de Lula, que pediram discrição. O trabalho dele é deixar (Lula) arrumado.
Segundo a reportagem, a cada duas semanas, o dono do “Eliseus Clement Cabeleiros” fecha as portas do salão, numa das principais avenidas de Colombo, cidade dormitório de Curitiba, e segue com uma malinha nas mãos para sua missão secreta – até então -, na sede da Polícia Federal, onde Lula está preso.
Ela conta também que a discrição foi um pedido do contratante. Escalado por intermédio de um dos advogados paranaenses da banca de defesa de Lula, Clemente dividiu pela primeira vez o segredo com a companheira quando entendeu ter recebido um sinal verde do ex-presidente: “O presidente falou assim para mim, que podia dar um abraço na família, né?”.
O Estadão revela que Eliseu, que é evangélico, ficou impressionado com a quantidade de folhas manuscritas que Lula guarda. O contratado diz que, ficou “até com pena dele, é uma pessoa de idade, alguém que, querendo ou não, governou o País e ajudou muitas pessoas e está em uma situação daquela. É um ser humano, né.”


