A informação é do correspondente da Veja, jornalista Guilherme Voitch. Na nota, veiculada no site da revista, ele diz que, dos 72 advogados mortos, 45 são apontados como relacionados diretamente ao exercício profissional, e dois deles tiveram a participação de facções criminosas. O levantamento faz parte de um estudo, ainda não divulgado, organizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para identificar possíveis causas da violência contra advogados e buscar soluções para o problema.
A nota da Veja dá conta ainda que, o advogado paranaense Cássio Telles, atual presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e da Valorização da Advocacia da OAB, está à frente do grupo de trabalho que organiza o estudo. “Estes números são absolutamente espantosos e alarmantes”, alerta. “Temos recebido notícias de assassinatos de advogados. Não que o tema seja novo; infelizmente é antigo, mas há uma perceptível escalada da violência contra profissionais da advocacia. Diante disso, restou manifesta a necessidade de a Ordem traçar um diagnóstico sobre casos e suas causas, para aí então vislumbrar medidas de proteção”, reforça o paranaense.
Além de Telles, farão parte da coordenação os advogados Aurino Bernardo Giacomelli, Eduarda Mourão e Everaldo Patriota.
(Foto/Assessoria/OAB/Pr)


