A informação é da jornalista Narley Resende em matéria veiculada no site do Bem Paraná.
Sem as doações de empresas, só os caciques recebem verbas em detrimento aos candidatos desconhecidos ou sem padrinho, mas tem político graúdo que também ficou sem a verbinha.
Alguns partidos, como o PT e PP, editaram resoluções internas que definem parâmetros de distribuição, mas sem obrigação legal. Quem decide para quem vai o dinheiro é a Executiva Nacional de cada legenda. Na prática, o que tem ocorrido é a busca individual por apoio financeiro com as lideranças de cada sigla. O político que se sentir desprestigiado na repartição se dirige ao diretório estadual que leva a demanda para o nacional. Caso o pedido seja deferido, o político consegue uma fatia maior.
No Paraná, os partidos não revelam as táticas de distribuição. A prestação de contas dos candidatos, no entanto, revela valores de quem já recebeu. O deputado federal Valdir Rossoni, um dos ‘caciques’ do PSDB no Paraná, candidato à reeleição, por exemplo, recebeu R$ 500 mil somente de fundo eleitoral, enquanto o candidato Felipe Passos, do mesmo partido, vereador de Ponta Grossa que quer ser o “primeiro deputado cadeirante”, ainda não recebeu nada.
Por outro lado, outro tucano importante, o deputado federal Luiz Carlos Hauly também não recebeu nada. Ele afirma que ainda negocia com o partido a liberação de mais recursos. “Ainda não recebi nada, estamos no gargarejo, é uma luta (para conseguir recursos)”, revela.
(Foto/Arquivo/Blog Política Brasileira)


