Sergio Moro pediu ao STF, que o processo da operação Spoofing, envolvendo conversas entre ele e procuradores da Operação Lava-Jato seja tirado do gabinete do ministro Ricardo Lewandowski e enviado ao ministro Edson Fachin.
Como se sabe, Lewandowski retirou o sigilo do material. Procuradores da Lava-Jato pediram que o ministro reconsidere a decisão de entregar as mensagens a Lula e, caso o ex-presidente já tenha recebido, seja impedido de utilizá-las. Na ação, Moro pede que a decisão de Lewandowski seja submetida ao plenário da corte.
A falação de Moro:
“Podem elas ter sido adulteradas antes de sua apreensão pela Polícia Federal na Operação Spoofing. As perícias ali realizadas apenas confirmam que as mensagens foram objeto de busca e apreensão nos computadores dos hackers, mas não há demonstração de que não foram corrompidas após terem sido roubadas dos celulares dos Procuradores da República”.
“Em uma Operação complexa e longa como a Lava Jato, quatro anos só entre 2014 e 2018, é de se esperar a interação entre juiz, procuradores e advogados e que não se limitam às petições formais nos processos ou às manifestações em audiência. É notório que, na praxe jurídica brasileira, o juiz recebe pessoalmente o Procurador da República, o Delegado de Polícia, assim como recebe o advogado de defesa, sem estar necessariamente presente a parte contrária, e não é incomum haver diálogos nessas ocasiões, sem que se tenha essa prática como ilícita ou imprópria”.
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