De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 23 municípios (6%) permaneceram zerados no penúltimo mês de 2020, com o mesmo número de contratações e desligamentos. Outras 92 cidades (23%) fecharam com estoque negativo de emprego, sendo que 61 delas (66%) perderam até dez vagas, com boas chances de reversão em curto tempo.
Os indicadores reforçam que a retomada econômica começa a se consolidar no Paraná mesmo diante do cenário de incertezas causado pela pandemia da Covid-19, com números que apontam para o crescimento do emprego e da renda no Estado.
São cinco meses consecutivos de abertura de vagas, o que representa no consolidado do ano passado 61.586 empregos formais de janeiro a novembro. A marca faz do Paraná o segundo maior empregador com carteira assinada do País, atrás apenas de Santa Catarina (67.134).
“Planejamos a retomada com foco na recuperação do emprego e da renda dos paranaenses. Focamos em aliar os investimentos públicos aos investimentos privados, incentivando o consumo de produtos regionais e a aceleração de obras de infraestrutura. São pontos que fazem com que muitos empregos sejam criados rapidamente”, destaca o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Especificamente em novembro, o Estado manteve a trajetória de recuperação de vagas no mercado de trabalho e registrou 29.818 mil novos empregos, puxado pelos setores do Comércio com um saldo de 11.832 postos criados, Serviços (10.134), Indústria de Transformação (6.956) e Construção (2.158).
COMPARATIVO
O desempenho ganha ainda mais representatividade quando comparado com o início da pandemia no Paraná. Em abril, no auge da crise, o Caged apontou o fechamento de 55 mil vagas no Paraná, referente ao consolidado de março.
Na ocasião, 179 cidades do Estado (45%) apresentaram mais demissões do que admissões. Porcentual que caiu praticamente pela metade (23%) em novembro.
Outro ponto relevante é que quando comparado com o mesmo período de 2019, o desempenho é consideravelmente superior. Em novembro daquele ano o Paraná abriu 7.393 vagas, cerca de quatro vezes menos do que em 2020 (29.818).
“O Governo do Estado vai reforçar o seu papel de indutor de postos de trabalho, incentivando quem quer investir no Paraná. O emprego é a melhor política social que existe”, afirma Ratinho Junior.
PULVERIZAÇÃO
Chefe do Departamento do Trabalho e Estímulo à Geração de Renda da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, Suelen Glinski explica que a criação de empregos está pulverizada no Estado, com a Indústria da Transformação e a Construção Civil puxando a retomada. “São setores que foram bastante afetados pela pandemia, mas que aprenderam a se reinventar e hoje impactam diretamente no resultado positivo de outros setores”, disse.
Ela lembra que Curitiba lidera a relação dos municípios geradores de emprego com um saldo de 6.861 novos postos de trabalho no acumulado do ano (janeiro a novembro). A capital é seguida por Ponta Grossa (5.854), Cascavel (2.773), Ortigueira (2.676), Toledo (2.602), Arapongas (1.982), Rolândia (1.825), Matelândia (1.706), Umuarama (1.682) e Colombo (1.279).
SISTEMA ESTADUAL
“Os pequenos municípios também estão apresentando bons resultados, fruto da política de incentivos do Estado a novos investimentos, e também ação das 216 Agências do Trabalhador espalhadas pelo Estado, a maior rede do País”, afirma Suelen.
O sistema estadual de emprego colocou 66.101 paranaenses no mercado formal de trabalho entre janeiro e novembro do ano passado. O secretário de Estado da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, ressalta que o desempenho reflete as determinações do governador Ratinho Junior para atrair novas empresas e criar condições para fomentar a economia paranaense, apoiando também os empreendedores do Estado.
“Os resultados apresentam uma reação positiva com as ações do Governo do Estado para atrair novos investimentos e também pela parceria entre empresas e as Agências do Trabalhador”, disse o secretário.


