O candidato do PT ao governo do Paraná afirmou ser contrário à privatização da empresa e defendeu a importância de as estatais servirem ao povo, não ao capital.
Segundo Requião, se privatizada como quer o atual governo, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos atuaria com foco exclusivo no lucro de seus acionistas. Com isso, operações não lucrativas, como as que acontecem nos rincões do Brasil, seriam desativadas e a população ficaria desassistida.
“A briga pelos Correios públicos não é apenas corporativa; ela é uma luta nacional. Se não tivermos os Correios nas mãos do povo brasileiro, teremos tarifas absurdas na região da Amazônia, por exemplo. Essa luta temos que encarar mais do ponto de vista nacional do que do ponto de vista corporativo”, afirmou.
Requião expandiu a defesa dos Correios a todas as estatais que atuam em áreas estratégicas. No Paraná, disse ser fundamental retomar uma gestão que oriente a atuação da Copel e da Sanepar no sentido de atender aos interesses do povo, não de grupos privados.
Participaram do evento os candidatos a deputado federal Ênio Verri (PT) e a deputada estadual Ana Júlia (PT), além de trabalhadores dos Correios e lideranças sindicais e partidárias.
Mais cedo, no sábado, Requião participou de um ato da campanha a deputado federal do sindicalista Anderson Teixeira. No evento, criticou as medidas do governo federal que têm tirado direitos dos trabalhadores e disse que Lula é o único candidato capaz de frear o avanço desenfreado do capitalismo selvagem.
“Esta luta eleitoral é a luta das nossas vidas. É a luta para vencermos a exploração do capital. A única esperança que temos no Brasil é a eleição do Lula. O outro caminho é o da exploração, do aviltamento do trabalho pelo capital”, disse.
Centenas de trabalhadores e diversos candidatos e lideranças participaram do ato, que aconteceu no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, em Curitiba.


