Já tem gente de olho no senhor da PGR, que sugeriu ao seu presidente mais querido para decretar o estado de defesa, já que o decreto legislativo de 20 de março de 2020 reconheceu, em virtude da pandemia, estado de calamidade pública no Brasil.
O caso está na mesa.
Na edição desta sexta-feira (22/01/21), o jornal GLOBO, em editorial, coloca que o procurador-geral da República está contrariando a função constitucional do Ministério Público neste período de pandemia.
Nem dentro Ministério Público Federal existe quem concorde com o senhor Aras Bolsonaro.
Tanto é verdade, que dez subprocuradores, que compõem o Conselho Superior do Ministério Público Federal, emitiram nota afirmando que o procurador-geral é obrigado a denunciar autoridades do Executivo com base na Constituição. Um exemplo recente pode ser visto em duas denúncias do ex-procurador-geral Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer, que foram rejeitadas pela Câmara posteriormente. Os procuradores lembraram o óbvio: “O Ministério Público Federal, em particular o procurador-geral da República, precisa cumprir seu papel na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e de titular da persecução penal, devendo adotar as necessárias medidas investigativas”.
Isso é que dá o presidente escolher a dedo o “manda-chuva” dessa instituição importantíssima para o povo brasileiro. Mas estamos assistindo Aras só pedindo benção ao “MITO”.


