Delegado Waldir, líder do PSL na Câmara, afirmou, ao Estadão/Broadcast, que o governo está parado, “não existe”, pois está focado na crise da legenda. “A única finalidade do governo hoje é me derrubar da liderança do PSL.” Ele afirmou que o presidente está “comprando” deputados com “cargos e fundo partidário” para alçar o filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ao posto de líder da bancada. Na entrevista, o deputado repete o xingamento que fez em reunião fechada. “Eu não menti. Ele me traiu. Então, é vagabundo”, disse.
Sobre ser vagabundo, ele contou à reportagem do Estadão.
Depois de chamar o presidente de vagabundo, há chances para retomar a relação?
Eu não menti. Ele me traiu. Se precisar, eu repito dez vezes. Eu fui um dos quatro votos para ele (na disputa pela presidência da Câmara, em 2016), contrariando meu partido na época, o PR. Votei no Bolsonaro. Recusei R$ 2,5 milhões de emendas parlamentares na época e vim para o PSL. Andei 246 municípios no sol. Fui chamado de louco ao defender Bolsonaro. Ele nunca me recebeu e agora me traiu ao pedir ao Bivar, por proposta do Major Vitor Hugo e do governador de Goiás Ronaldo Caiado, o diretório do Estado. Então, é vagabundo.


