Neste domingo (20/09), foi o Dia dos Gaúchos. O EXIBIDÃO não deixou por menos, nas redes sociais abraçou todos irmãos do Rio Grande do Sul que por aqui contam suas histórias e desfrutam das coisas de Curitiba. Dá-lhe, Rafaelzinho. Afinal de contas, 15 de novembro é logo ali…
21/09/2020 – 5:18
Escreveu Rafael Greca:
Hoje, 20 de Setembro, é dia dos Gaúchos, Memória de Bento Gonçalves, data do CTG do Pinheirinho. O Sul começa em Curitiba. Porisso vamos falar de Tropeiros. Nossa História é uma história de Caminhos. O primeiro deles, beirando as encosta do Marumbi, ligação de Paranaguá, Porto de Cima, Borda do Campo e Curitiba, foi o Caminho do Itupava, hoje paralelo ao traçado da ferrovia. Vieram depois os caminhos do Arraial e da Graciosa. Os 3 Caminhos, abertos e conservados por Vereadores de Paranaguá e Curitiba, eram alternativas conforme cheia ou a seca dos banhados do Boqueirão do rio Iguaçu. O acesso ao Sul do Brasil, se deu com a consolidação entre 1731 e 1732 do Caminho das Tropas, ou do Viamão. Ligação entre os campos de Curitiba e o chamado Continente de São Pedro do Rio Grande, no acesso à Colônia do Sacramento , entreposto português plantado à beira do Rio da Prata, no atual território do Uruguai, povoação desafiadora aos espanhóis de Buenos Aires. Foi aberto por Cristovão Pereira de Abreu ( 1678-1755), fidalgo português. Isto me levou a afirmar que o Sul começa em Curitiba. Foram os Tropeiros, transportadores de carnes secas e gêneros alimentícios, os pioneiros da povoação do Brasil meridional. Na nossa geografia temos os bairros Portão, Fazendinha, Sitio Cercado, memória deste período. No passo de travessia do rio Iguaçu, hoje Fazenda Rio Grande, plantou-se o Registro das Tropas, fato motivador da mudança da Comarca de Paranaguá para Curitiba, em 1812. Provavelmente só por isso somos hoje a capital do Paraná. No medalhão, a famosa aquarela de Jean Paliére, que conservamos na nossa Casa da Memória mostra Tropa de muares, seguindo a Mula Madrinha descendo a Serra, no Caminho do Itupava. Possivelmente, nos surrões de couro e jacás de taquara, pendentes das selas, farinhas e carne seca, e erva mate. No desenho de Debret, tropeiros em trajes típicos. Vivos até hoje nos bailes e gineteadas do Sul.
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