Bolsonaro, na Cúpula do Clima, fala macio, promete e pede ajuda financeira para proteger a Amazônia. Quanto ao desmatamento, não falou “titica de nada”

O presidente discursou na Cúpula dos Líderes sobre o Clima, convocada pelo presidente americano, Joe Biden. Em sua falação, ignorou os números recordes de desmatamento na região amazônica, adotou um tom conciliador, pediu recursos internacionais e antecipou para 2050 o prazo para o Brasil zerar as emissões de gases do efeito estufa.

Abaixo, parte do discurso do presidente:

“Coincidimos, senhor presidente (Biden), com o seu chamado ao estabelecimento de compromissos ambiciosos. Nesse sentido, determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em dez anos a sinalização anterior”;

“Há que se reconhecer que será uma tarefa complexa (zerar desmatamento). Medidas de comando e controle são parte da resposta. Apesar das limitações orçamentárias do governo, determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais do governo, duplicando os recursos destinados às ações de fiscalização”;

“É preciso haver justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta, como forma de reconhecer o caráter econômico das atividades de conservação. Estamos, reitero, abertos à cooperação internacional, e

“Ao discutirmos mudanças no clima, não podemos esquecer a causa maior do problema: a queima de combustíveis fósseis ao longo dos últimos dois séculos — disse, acrescentando: — Contamos com uma das matrizes energéticas mais limpas, com renovados investimentos em energia solar, eólica, hidráulica e biomassa”.

Abaixo o discurso na íntegra:

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