Sejamos sinceros, não é de hoje, faz mais de 20 anos que o povo paranaense discute, briga e não aceita como são tocadas as coisas do pedágio no estado. Preços demais e obras de menos. Para se ter uma ideia, no início do “maledeto” pedágio, os políticos e lideranças faziam coro para anunciar a duplicação da Rodovia do Café, que liga a capital à região norte do estado.
À época, para dar um “migué” nos usuários, a concessionária colocou máquinas, fez uns 300 metros de pistas e “parou parado”. Veio a reeleição do então governador Jaime Lerner e outro “migué”, a concessionária voltou a trabalhar na duplicação. Um absurdo, reeleito, as obras foram paralisadas. Uma vergonha. As obras continuam a passos de tartaruga e, até hoje, a duplicação não chegou ao fim.
Com as concessões que vencerão daqui a alguns meses, o governador Carlos Massa Ratinho Junior precisa, urgentemente, tomar a frente, como líder máximo do Paraná, chamar para si e ser o protagonista dos encaminhamentos das futuras licitações e, lógico, correr em desabalada carreira pela proposta do Ministério dos Transportes. Neste caso, um passo errado pode lhe custar a reeleição. O governador tem dito claramente que não aceita o modelo, e que que a licitação deve ser feita na Bolsa de Valores de São Paulo, o que respaldaria, em muito, o processo licitatório.
O governador, com certeza, deve estar se armando para não sofrer perdas eleitores por conta da pauta.
Aguardemos…


