Descontração, irreverência, brincadeira, competência. Rayssa Leal, aos 13 anos de idade, conquista a medalha de prata para o Brasil, no Ariake Urban Spots Park, em Tóquio. Incrível, com seu skate e muita alegria, ela é merecedora de cada aplauso e a simpatia de toda uma nação.
Grandioso feito, entretanto, pode nos levar a uma reflexão sobre o esporte em nosso país, principalmente na garra de nossos atletas, na vontade de vencer, e pensar em quantas Rayssas nós temos por aqui. Quantos atletas competentes, aguerridos, cheios de disposição que não têm a menor chance de chegar a uma olimpíada, às vezes sequer em uma competição menor, por falta de incentivo, de recursos, de respeito. A falta de oportunidade é geral, não somente no esporte, mas na cultura, na educação, na vida. Talvez nosso pecado e o da maioria das grandes nações do planeta seja se preocupar demais com a atual geração, com aqueles que estão no poder e seus filhos, sem dar atenção ao futuro. O que será das futuras gerações? Precisamos nos preocupar, sinceramente, com aqueles que virão, com os atletas do futuro, as condições reais que deixaremos para aqueles que virão. Uma menina, adolescente, o orgulho e o retrato de um país. Parabéns, Rayssa.


