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Bolsonaro se entregou ao centrão

O desespero presidencial dos últimos dias é prova inconteste de que o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, não tem muito o que fazer a não ser atender às reivindicações políticas das lideranças, quais, dizia na campanha, jamais iria se alinhar. Por isso, não é novidade para ninguém, candidato é candidato, poder é poder. Para exercê-lo no país, e não é de hoje que isso acontece, tem que dividi-lo. É assim ou é assim. Nos últimos, desde a redemocratização, até os dias de hoje.

O único que achou que podia tudo foi impedido de continuar governando. Foi o caso do caçador de marajás, o atual senador Fernando Collor de Melo. Depois dele, FHC, Lula e Dilma, no primeiro mandato, foram administradores que aceitaram governar juntamente com os partidos de apoio. Foi Dilma que não deu muita atenção, a quem arrumaram aquelas famosas pedaladas, coisa que todos sempre fizeram, sendo despejada do Palácio do Planalto.
Arthur Lira diz ter acendido a luz amarela. Depois dessas mudanças ocorridas nas últimas horas, espera-se que os nobres representantes do povo acalmem-se e vamos tentar melhorar essa “bagaça”. Caso contrário, Bolsonaro corre o risco de nem estar disputando a próxima eleição, e se for para luta, tem grande possibilidade de não ir para o segundo turno.
Aguardemos…

Abaixo, matéria da Agência Brasil sobre as mudanças ocorridas no governo Bolsonaro.

Diário Oficial da União traz hoje (30) a publicação dos decretos que oficializam as mudanças no comando de seis pastas do primeiro escalão do governo federal. A reforma ministerial foi anunciada ontem (29) pelo presidente Jair Bolsonaro e inclui trocas na Casa Civil e na Secretaria de Governo, ambas ligadas à Presidência da República, no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), no Ministério das Relações Exteriores, no Ministério da Defesa e na Advocacia-Geral da União (AGU).

A Casa Civil será comandada pelo general Luiz Eduardo Ramos, em substituição ao também general Walter Braga Netto. Ramos, que até então ocupava a Secretaria de Governo, será substituído pela deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), que faz parte da base de apoio do governo no Congresso. Já Braga Netto será deslocado para o comando do Ministério da Defesa no lugar do general Fernando Azevedo e Silva, que anunciou ontem sua demissão do cargo.

Na AGU, o governo anunciou o retorno de André Mendonça como advogado-geral, deixando então o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele entra no lugar de José Levi, que informou mais cedo sobre sua saída do cargo. Mendonça volta a ocupar o mesmo cargo em que esteve até abril de 2020, quando substituiu o ex-ministro Sergio Moro no comando do MJSP. Em seu lugar no ministério, assumirá o delegado da Polícia Federal Anderson Gustavo Torres, atual secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.

Também foi confirmada a mudança no Ministério das Relações Exteriores, com a saída de Ernesto Araújo. A atuação do chanceler vinha sendo questionada pelo Congresso Nacional. Parlamentares governistas e de oposição tanto da Câmara quanto do Senado pressionaram pela saída do ministro da pasta, especialmente por causa das relações do Brasil com a China e na condução diplomática para o enfrentamento à pandemia de covid-19. Governadores também se manifestaram favoravelmente.

Ernesto Araújo estava no comando do Itamaraty desde o início do governo Bolsonaro e, em seu lugar, assume o diplomata Carlos Alberto França, atualmente assessor especial de Bolsonaro, mas que até poucos meses atrás ocupava o cargo de chefe do cerimonial da Presidência da República. França foi promovido a ministro de primeira classe (embaixador) em 2019, o último posto da carreira diplomática. No exterior, atuou como ministro-conselheiro na Embaixada do Brasil na Bolívia e também serviu em representações diplomáticas em Washington (EUA) e Assunção (Paraguai).

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