A inflação se aproxima dos dois dígitos no acumulado em 12 meses. Com isso, o Copom e Banco Central decidiram nesta quarta-feira elevar a Selic, a taxa básica de juros, em 1 ponto porcentual, de 5,25% para 6,25% ao ano.

Esse foi o quinto aumento consecutivo dos juros – no início de agosto a alta também foi de 1 ponto e, nas três decisões anteriores, o BC subiu a taxa em 0,75 ponto porcentual.
Justificativas do Copom:
“cenário externo observam-se dois fatores adicionais de risco para o crescimento das economias emergentes”. O primeiro é a redução nas projeções de crescimento de economias asiáticas diante da evolução da variante Delta do novo coronavírus, causador da covid-19. O segundo é “o aperto das condições monetárias em diversas economias emergentes, em reação a surpresas inflacionárias recentes”.
“No entanto”, avalia o Copom, “os estímulos monetários de longa duração e a reabertura das principais economias ainda sustentam um ambiente favorável para países emergentes. O Comitê mantém a avaliação de que questionamentos dos mercados a respeito dos riscos inflacionários nas economias avançadas podem tornar o ambiente desafiador para países emergentes”.
“Em relação à atividade econômica brasileira, a divulgação do PIB do segundo trimestre, assim como os indicadores mais recentes, continua mostrando evolução positiva e não enseja mudança relevante para o cenário prospectivo, o qual contempla recuperação robusta do crescimento econômico ao longo do segundo semestre”. Mas, ressalta: “A inflação ao consumidor segue elevada”.


