Txai Suruí, jovem indígena paiter-suruí, que discursou e aplaudida durante a abertura da COP26, é filha de uma das lideranças indígenas mais conhecidas do país, perseguido e a mãe ameaçada de morte por denunciar invasores da Terra Indígena (TI) Uru-Eu-Wau-Wau.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a perseguição contra Almir Suruí, pai de Txai, começou após o presidente da Funai, Marcelo Xavier, pedir à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar um suposto “crime de difamação” que teria sido cometido por duas associações ligadas ao cacique. O inquérito, aberto no final do ano passado e arquivado em maio deste ano, foi motivado pelas críticas em relação à atuação da Funai no enfrentamento à pandemia entre os povos tradicionais.
A mãe de Txai Suruí, conhecida como Neidinha, também vem sendo ameaçada de morte por invasores de terras indígenas em Rondônia. Em função do risco, ela ficou fora do estado por um período de dois meses. De acordo com a reportagem, as invasões à TI Uru-Eu-Wau-Wau começaram em janeiro de 2019, após Bolsonaro prometer que iria reduzir a demarcação dos territórios indígenas.



Uma resposta
Que legal…!!
Esta foi uma visita excelente, gostei muito, voltarei assim
que puder… Boa sorte..!