“Finale”
A maioria dos ministros do STF entendeu que Hauly (Podemos) deve ficar definitivamente com a vaga de Deltan Dallagnol. Temos a fala do parlamentar comemorando a vitória…

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou, nesta sexta-feira (09/06/23), maioria para nomear Luiz Carlos Hauly (Podemos) para a vaga do ex-deputado Deltan Dallagnol, cassado por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o momento, seis ministros votaram favorável ao candidato do Podemos, enquanto outros três divergiram.

O relator do processo, ministro Dias Toffoli, já havia contrariado o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que nomeou Itamar Paim (PL-PR) para a vaga do ex-procurador da Lava Jato. O ministro entendeu que a cadeira no Legislativo é do partido, ou seja, deverá ser destinada para outro político da mesma legenda.

A decisão foi seguida pelos ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso. Já Edson Fachin, Luiz Fux e Rosa Weber abriram divergência ao relatório de Toffoli. O ministro Kássio Nunes Marques ainda não apresentou seu voto.

Fachin entendeu que o partido deveria ter atingido o quociente nominal para ter direito a cadeira. A tese foi seguida por Fux.

“É que o indeferimento do registro nessa fase a validade dos votos ao partido, mas a validade dos votos do partido não equivale a uma garantia de cadeira. Isso porque só é possível considerar alguém eleito, se houverem sido preenchidos o quociente partidário e a cota nominal”, afirmou.

“Na prática, a validade dos votos de candidato cujo registro foi indeferido deve ser tratada como se voto de legenda fosse: auxilia o partido a obter o quociente partidário, mas não dispensa os candidatos da obtenção de votação nominal correspondente à 10% do quociente eleitoral”, concluiu Fachin.

 

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