Em entrevista nesta sexta-feira (15/07/22), a delegada chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa do Paraná, Camila Cecconello disse que não há provas de que a motivação para o assassinato do líder petista Marcelo Arruda pelo agente penal federal bolsonarista Jorge Guaranho tenha sido “crime de ódio” ou “crime político”.
Guaranho será indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e perigo comum. Depois de ter sido baleado em reação ao ataque, ele esta internado em unidade de terapia intensiva, em estado grave, porém estável, sob custódia da polícia.
A delegada do caso disse:
“Para enquadrar em crime político, tem alguns requisitos, como impedir uma pessoa de exercer seus direitos políticos. É complicado dizer que foi motivado ou que a causa foi, que esse crime ocorreu porque esse autor queria impedir exercício dos direitos políticos daquela vítima. A gente analisa que quando ele chegou ao local, ele não tinha essa intenção de efetuar os disparos, mas ele tinha intenção de provocar”.


