
Assim, com certeza, beijamos, depende de cada um, muito nessa vida.
Porém, sempre existe aquele beijo que você não consegue esquecer.
Eu tenho um.
Década de 70, na minha querida Cambé, festa de igreja, quermesse, correio elegante…
Lembra disso?
Pois, pois.
Domingo, fim da noite, por volta das 23 horas, depois de muitas alegrias, loucuras sentimentais, rolos…
Eu tinha 23 anos. Os amigos já estavam caindo fora para as coisas difíceis do dia seguinte.
Na mesa, eu só.
Sabe aquelas atendentes das mesas de uma quermesse? Ela trouxe um bilhetinho. Nele, um recado muito interessante dizia que gostaria ficar comigo. Uma pequena empolgação, afinal, estava cansado. Trocamos bilhetinhos. Por vontade de cair fora, pedi à menina que trazia os bilhetes para me contar quem seria a garota. Ela se retirou e trouxe a resposta. Corajosamente, me entregou o papelzinho:
Sou eu!
Disse que só acreditaria se me desse um beijo verdadeiro.
Nos beijamos…
Nunca esqueci.
Foi delicioso.
É a vida.
O beijo que jamais esquecerei.


