No ano de 2021, o governo do Paraná deferiu o pagamento de R$ 79,6 milhões a advogados dativos que atuaram em processos nos quais um defensor público concursado não estava disponível para atender a população pobre.
Segundo o site LIVRE.JOR, para obter esse número, basta somar os valores dos relatórios mensais publicados na seção de transparência pública da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Nesse mesmo ano, a gestão Ratinho Júnior (PSD) aportou R$ 71,8 milhões na Defensoria Pública do Paraná.
Os relatórios disponibilizados pela PGE não informam quantos atendimentos os advogados dativos realizaram em 2021, logo é impossível comparar se o melhor para a população desprovida de recursos é o Governo do Paraná gastar mais com eles do que com a Defensoria Pública. No documento mais recente, de julho de 2022, consta a autorização de R$ 10,7 milhões para pagar 6.842 advogados dativos. Na média, dá R$ 1,5 mil para cada um, mas basta uma rápida olhada na tabela para ver que os pagamentos vão de R$ 250 a R$ 9,5 mil.


