Em reunião com engenheiros, Requião defende retomada da Copel ao povo do Paraná.
No encontro, ele criticou a atuação da Copel no governo Ratinho Jr., que tem trabalhado com foco na remuneração dos acionistas e deixado de lado os interesses do Paraná. Requião disse que sua primeira ação será colocar a companhia a serviço do povo, com tarifas baixas e serviço de qualidade.
“O governo do Paraná é um arremedo da política nacional. Essa gente quer vender tudo, acabar com o setor elétrico brasileiro”, afirmou Requião, relembrando que a França está estatizando o sistema elétrico para defender os interesses nacionais.
No programa de governo, Requião assume o compromisso de devolver a Copel e a Sanepar aos seus legítimos donos e donas, para que elas cumpram suas funções públicas.
“Vamos congelar as tarifas de água e luz. O programa Luz Fraterna, que fornecia luz de graça às famílias mais pobres, será reativado. A Tarifa Social da Água, que dava água tratada a preços mínimos às famílias de menor renda, também será resgatado”, diz o programa com as propostas de Requião para o governo.
No evento, o presidente do IEP, engenheiro Nelson Luiz Gomez, entregou a Requião um documento dividido em 26 temas com propostas para o Paraná. O trabalho de elaboração das propostas foi feito por mais de 600 pessoas e envolveu as entidades que integram o chamado G7: Fecomércio PR, Faep, Fiep, Fecoopar, Faciap, Fetranspar e ACP, além do IEP e do Movimento Pró-Paraná.
No documento, há propostas convergentes com o plano de governo de Requião, como a atuação tripartite do governo, por meio do Executivo, da iniciativa privada e do terceiro setor, através de um Plano Estratégico do Paraná; a revisão da matriz tributária e dos incentivos fiscais e a priorização da agricultura familiar para garantir a segurança alimentar
Na reunião, Requião esteve acompanhado do candidato a vice-governador, Jorge Samek, que é engenheiro agrônomo e integra os quadros do Instituto de Engenharia.


