O novo pedágio já começa dando o que falar, muito antes da outorga das rodovias do Paraná ao Governo Federal. Uns e outros afirmam, de boca cheia, que tudo vai ficar bom para o usuário paranaense, mas as dúvidas estão sendo colocadas à mesa. Tanto é verdade, que o primeiro-secretário da Alep e base de apoio do governador Carlos Massa Ratinho Junior, deputado do PSB, Luiz Claudio Romanelli, votou contra a outorga. Se uma liderança de grande valia do governo, que percorreu o estado discutindo o tal do maldito pedágio, vota contra é porque a coisa não é tão maravilhosa assim, e mais, a proposta do Governo Federal é no sentido de criar mais praças. Mais ou menos assim, as tarifas podem cair, mas vão aumentar o número de cobranças. Sei lá, entende? Temos as alegações que nortearam o voto do parlamentar.
Segundo assessoria, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) votou contra o projeto de lei que prevê a delegação de rodovias estaduais para a União. A proposta do Estado, que solicita autorização da Assembleia Legislativa para transferir 1,1 mil quilômetros de estradas para o governo federal, teve a primeira discussão nesta terça-feira, 17. Os trechos estão incluídos no programa de concessão proposto pelo Ministério da Infraestrutura.
“Não posso ser incoerente com o que defendo há 25 anos. O pedágio tem que ser bom para quem paga”, afirmou Romanelli. Segundo o deputado, sem a publicação do edital de licitação, a aprovação da lei estadual de delegação fica prejudicada. “Não podemos correr o risco de criar insegurança jurídica”, ponderou ao defender a inclusão de condicionantes para haja a transferência das estradas para a União.
Romanelli elogiou a postura do governador Ratinho Junior, que foi ao presidente Jair Bolsonaro para defender as reivindicações da sociedade paranaense, que rejeitou o modelo híbrido e exigiu um processo de concessão pelo menor preço de tarifa, sem outorga e sem limite de desconto.
“De fato, o novo modelo proposto pelo governo federal, após a intervenção do governador, é muito melhor que o anterior”, disse Romanelli. “Mas o processo ainda carece de informações, de um edital claro e cristalino, e as demandas do Paraná tem que estar documentadas na lei que prevê a delegação”.
MODELO HÍBRIDO – Romanelli destacou que a Assembleia teve uma grande vitória ao derrotar o modelo híbrido que previa a cobrança de taxa de outorga. “Uma posição histórica e unânime. Os 54 deputados e deputadas estaduais se uniram e barraram a taxa de outorga que iria extrair de R$ 6 a R$ 9 bilhões da economia paranaense”.
O deputado ponderou ainda que a Assembleia Legislativa só deveria avaliar a delegação das rodovias estaduais após ter acesso ao modelo final elaborado pelo Governo Federal. “Não temos um documento formal com todo o detalhamento. Deveríamos ter acesso ao modelo protocolado no TCU para repassar as rodovias à União”.
- # Eleições 2022
- #PM/PR
- #PSTU
- ADEMAR TRAIANO
- ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANÁ
- ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DO PARANÁ
- BOLSONARO
- CARLOS MASSA RATINHO JUNIOR
- DC
- GOVERNO BOLSONARO
- GOVERNO DO PARANÁ
- LUIZ CLAUDIO ROMANELLI
- MDB
- MP - PR
- NOVO
- PCdoB
- PCO
- PCPR
- PDT
- PEDÁGIO
- PEDÁGIO DO BOLSONARO
- PMB
- PMN
- PODE
- PP
- PROS
- PRTB
- PSB
- PSC
- PSD
- PSDB
- PSL
- PSOL
- PT
- PTB. DEM. PL
- PTGC
- PV
- REDE
- TC/PR
- TJ/PR
- UP


