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Se o filósofo Diógenes de Sínope, o Cínico, perambulasse pelo nosso país, dificilmente conseguiria encontrar um homem desonesto. Aqui ninguém rouba; só temos inocentes. Hoje, o “festejado” é Jaques Wagner. Vai, Brasil!

Se o filósofo Diógenes de Sínope, o Cínico, perambulasse pelo nosso país, dificilmente conseguiria encontrar um homem desonesto. Aqui ninguém rouba; só temos inocentes. Hoje, o “festejado” é Jaques Wagner. Vai, Brasil!

Material jornalístico produzido pelos repórteres José Marques, João Gabriel e Marcos Hermanson, especialmente para a Folha de S.Paulo, dá conta de que a Polícia Federal apura suspeitas de que o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, recebeu pagamentos ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, por meio da empresa da esposa de seu enteado, além de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões. A apuração foi feita a partir da análise de material apreendido com Augusto Lima, ex-sócio do Master, e motivou a nova fase da Operação Compliance Zero. Lima também foi alvo de buscas.

Aqui, moçada, cada enxadada é uma minhoca.

Ah, para quem não conhece a história de Diógenes de Sínope: o filósofo grego costumava perambular pelas ruas de Atenas em pleno dia, carregando uma lamparina acesa e afirmando, ironicamente, estar “à procura de um homem” que fosse realmente virtuoso e honesto.

 

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