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Chocolates e Bombons. Vou contar a história… Por Waldir Pugliesi

Num sábado à tarde enquanto a Márcia e Maité brincavam em um quarto, Cibele minha outra filha, estava deitada num sofá assistindo desenho animado.

Cibele me disse: pai quero comer chocolate. Falei: vamos comprar.

Fomos, eu e ela, ao supermercado Frederico, hoje Molicenter.

Numa prateleira Cibele foi escolher as barras de chocolate que queria. Fiquei conversando com várias pessoas.

Cibele queria comer ali mesmo.

Pedi autorização a um dos donos do Supermercado.

Rivaldo Frederico fez, à distância, sim com a cabeça.

Continuei conversando com os amigos. Ai veio uma criança, descalça, 6 anos de idade mais ou menos, e ficou, meio do lado, da minha filha, que não a viu.

Pedi para os amigos ficarem quietos com um sinal para ver o que aconteceria. Assim foi feito.

Quando Cibele notou a presença da menina ofereceu-lhe um pedaço de chocolate.

A menina de cabeça baixa não se mexeu, não aceitando o pedaço que lhe foi oferecido.

Cibele insistiu mas a menina nada de aceitar. De cabeça baixa permanecia, não se retirando. Falei: Cibele ela quer barras também, apanhe 4 barras, porque ela deve ter irmãos e certamente mãe.

Ai a menina pegou as barras e foi-se embora. Não falou nada. Ela na sua inocência e timidez agiu assim.

Chegando em casa, Cibele deitou-se, comendo chocolate e continuou assistindo o desenho animado para crianças.

Fiquei pensando e agi.

Peguei o telefone e liguei para a firma dos Pennacchi.

Dr. Marcos Pennacchi me atendeu. Falei: Marcos vocês têm condição de venderem 50.000 pacotes, cada um com 20 bombons para a prefeitura? Ele respondeu: tá ficando louco?

Marcos a Páscoa tá chegando e minhas filhas e a Irondi já estão comendo chocolates e milhares de crianças da nossa cidade não vão comer porque não tem dinheiro pra comprar. Me lembrava da menina.

Os Pennacchi se viraram e colocaram 50.000 pacotes de bombons na Avenida Arapongas, que foram distribuídos às crianças e ninguém ficou sem comer os tradicionais chocolates da Páscoa.

O acontecimento continuou nos outros anos.

Recebi telefonemas de vários pontos do Brasil me cumprimentando.

Me senti muito cristão.

Foi assim!

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