Foram tirados das estradas servidores da Polícia Rodoviária Federal para cuidar da segurança de autoridades.
Segundo a jornalista Camila Mattoso, desde o segundo semestre de 2019, a PRF faz a proteção da ministra Damares Alves (Direitos Humanos) de forma permanente. Até o fim de dezembro, o órgão também fez o mesmo para o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol. A polícia afirma estar sob o amparo de decreto elaborado por Sergio Moro (Justiça) e assinado por Jair Bolsonaro no ano passado.
Em nota que ela escreve, veiculada no Painel da Folha de São Paulo, segundo a Constituição, a Polícia Rodoviária Federal “destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais”.
A Folha de São Paulo também esclarece que, devido ao “xerifão do Brasil” com apoio do presidente, a PRF tem conseguido fatias de poder na segurança pública que não tinha antes. Portaria do ministro da Justiça deu à corporação, por exemplo, a permissão de atuar em investigações.
O STF se manifestou, em janeiro, através do presidente do órgão, Dias Toffoli, suspendendo parte do ato, por considerá-lo inconstitucional. A decisão liminar atendeu a uma ação da ADPF, associação que representa delegados da Polícia Federal.
A falação de Moro:
“Diante da dificuldade da Polícia Federal em atender todas as demandas, a PRF ou a Força Nacional têm pontualmente contribuído. Não há qualquer ilegalidade ou desvio de função”.


