As polícias e grupos pró-armas querem que Jair Bolsonaro abra o mercado. A ideia é facilitar a importação da entrada de novas empresas no mercado, uma vez que ela pode ser feita sem autorização do Congresso.
Segundo a jornalista Mariana Schreiber, brasileiros compraram mais armas do que entregaram após o Estatuto do Desarmamento.
Na matéria da gazeteira, veiculada pelo site da BBC Brasil News, desde setembro, quando ficou evidente a força da então candidatura à Presidência de Jair Bolsonaro, as ações da empresa Taurus Armas passam por uma montanha russa de altas e baixas na Bolsa de Valores.
Como controladora de grande parte do mercado de armas de fogo no Brasil, a expectativa é que a empresa se beneficie da facilitação do acesso à posse estabelecida em decreto presidencial da semana passada.
Essa flexibilização, porém, é apenas a primeira medida aguardada por grupos favoráveis ao maior armamento da população. Outra grande mudança que o governo pode realizar sem depender do Congresso é derrubar decretos e portarias do Ministério da Defesa e do Exército que restringem as importações de pistolas, revólveres, munições e outros itens controlados, assim como dificultam a instalação de novas empresas no país. A expectativa dessa abertura, que traria concorrência inédita à Taurus, ajuda a explicar a volatilidade dos papéis.
“Ninguém compra arma, não, que a gente vai, num decretão lá, já que é decreto, a gente vai acabar com o monopólio, tá ok?”, prometeu Bolsonaro a um grupo de apoiadores, mostra um vídeo que passou a circular nas redes sociais após sua eleição. Na sequência, ele diz também que vai zerar impostos sobre armas.
A foto deste post é ilustrativa e é do site da BBC Brasil.


