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Prometeu enterrar a velha política e acabar com “tudo isso daí”, mas já abraça a velhice de todas as siglas partidárias

Jair Bolsonaro fez questão de dizer na campanha que mudaria a forma de fazer política no País e sepultaria o chamado presidencialismo de coalizão, no qual só se forma maioria no Congresso em troca da distribuição de cargos e recursos, coloca em seu texto o jornalista  Marcelo de Moraes, que escreve para o Estadão.

No texto do jornal paulistano, ele coloca que, perto de completar 100 dias de governo e com sua articulação política inexpressiva, Bolsonaro parece ter visto a ficha cair. Satanizando o que chama de velha política, não formou uma base de apoio, não tem votos para aprovar projetos importantes, como a reforma da Previdência e, talvez, pior, não tem parlamentares que se disponham a defender o seu governo publicamente.

Bolsonaro sabia e sabe que sem apoio do Congresso não tem governo.

A mudança que ele deseja implantar, não depende da sua vontade, passa pelo eleitor, que infelizmente, continua escolhendo parlamentares que podem ser novos, mas praticando a velha e capenga política.

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