Em eleição tudo vale, o feio é perder, já dizia uma velha raposa da política paranaense, incrustada na linda e deliciosa Londrina.
A frase foi muita dita nas décadas de 70 e 80. O dono dela talvez hoje não diria o mesmo. É que políticos derrotados nas eleições conseguem espaços na administração pública para exercerem funções “em favor do povo”, em outras situações. E a quantidade de votos é o que vale. Fez boa votação, mostra ter representatividade, está arrumado. Poucos votos, cargos de menos valor.
Muito bem.
Continuamos a orquestração com letrinhas bem conhecidas em repartições públicas, os chamados DAS. Já ouviu falar?
O governador, por mais que às vezes tente fugir dessas situações antigas da política, dificilmente consegue se distanciar.
Tanto, que o governador Carlos Massa Ratinho Junior começa nomear alguns deputados que não puderam gritar BINGO, ou seja, perderam seus mandatos.
Algumas personalidades públicas estão sendo agraciadas com cargos interessantes, que passam de R$ 20 mil/mês.
Alexandre Guimarães (PSD), ex-deputado estadual, ganhou um cargo de Assessor Especial da Vice-Governadoria com salário bruto da função no governo de R$ 23.634,10.
Luiz Accorsi, ex-parlamentar do PSDB, foi escolhido para ocupar um cargo em comissão como assessor da Governadoria.
Claudio Palozi (PSC) e Rasca Rodrigues (PV). O ex-deputado Rasca foi premiado com um DAS-1. Palozi ocupa agora o posto de superintendente do serviço social autônomo Paranaeducação.
Dizem que aqueles cabos eleitorais importantes, e até outros que disputaram o pleito e fizeram, mesmo que uma pequena quantidade de votos, também estão sendo premiados com cargos em comissão.
É a vida política…
Toca o baile.


