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Estado tem até domingo (10/02) para esvaziar a carceragem da Delegacia de São José dos Pinhais

A Secretaria de Estado da Segurança Pública tem até domingo (10/02) para esvaziar a carceragem da Delegacia de São José dos Pinhais. O prazo foi estabelecido pela Vigilância Sanitária do município, que em vistoria no dia 1º de fevereiro constatou a superlotação e surto de sarna no local, que ameaçava contaminar o restante do edifício e imóveis vizinhos. Nesta sexta (08/02), a delegacia ainda abrigava 55 presos homens e duas mulheres.

Em seu parecer, divulgado na segunda (04/02), a Vigilância ressaltou que os detidos estão em situação insalubre, já que a carceragem apresenta excesso de presos; ventilação deficiente; umidade excessiva; infiltração no teto e nas paredes; sobras de alimentos em decomposição; falta de higienização; roupas e colchões expostos em chão úmido; e fiação exposta.

“O local não oferece  as mínimas condições de habitabilidade aos detentos ou dos que lá se encontram e paralelamente aos funcionários por oferecer risco à saúde humana”, ressalta trecho do laudo.

A carceragem da delegacia de São José dos Pinhais já estava interditada por causa de vistorias anteriores da Vigilância, mas continuou a receber presos. O Conselho da Comunidade de São José dos Pinhais e o Conselho da Comunidade da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba encaminharam documentos às autoridades solicitando uma solução para o problema.

“A situação é gravíssima na delegacia. Os presos estão abrigados em condições desumanas. Todos estão com coceiras e bolhas pelo corpo. É uma questão  de saúde pública. Agentes, policiais e moradores vizinhos podem ser afetados pelo problema”, afirma Isabel Kluger Mendes, presidente do Conselho da Comunidade da RMC.

Assista o vídeo em que os detentos ameaçam destruir a cadeia da Delegacia de São José dos Pinhais.

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