O juiz federal Paulo Sérgio Ribeiro determinou a indisponibilidade de ativos financeiros de qualquer natureza, até o limite de R$ 166 milhões, pertencentes ao ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), à ex-primeira-dama Fernanda Richa, ao estudante André Richa, filho do casal, e a duas empresas da família, a BFMAR Participações S/A e Ocaporã Administradora de Bens Ltda. O contador da família Richa, Dirceu Pupo Ferreira, também foi atingido pela decisão. No caso dele, que está preso, a indisponibilidade de ativos financeiros se refere a um limite de R$ 4,5 milhões, informa a jornalista Catarina Scortecci.
A jornalista informa ainda, em matéria que está sendo veiculada na Gazetona, que o bloqueio, determinado a pedido do Ministério Público Federal (MPF), ocorre no âmbito da Operação Integração, um desdobramento da Operação Lava Jato. De acordo com o MPF, Dirceu Pupo Ferreira utilizaria dinheiro de propina, pago pelas concessionárias de pedágio a Beto Richa, na compra/venda de imóveis, atividade central das empresas da família Richa. O MPF calcula R$ 2,7 milhões de propina.



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