Os comentários dos entendidos políticos têm encontrado eco até no estafe petista. Tanto é verdade, que a jornalista Daniela Lima, do Painel da Folha de São Paulo, edição deste domingo (20/10), dá conta que a chance de Lula deixar a carceragem da PF por decisão do STF ou da juíza provocada a analisar sua progressão para o semiaberto fez integrantes do PT debaterem o impacto da mudança de cenário. Para além da certeza de que ele, se plenamente livre, vai querer rodar o país, há a percepção de que a saída da prisão tende a reavivar a polarização com Jair Bolsonaro. A dúvida é se o efeito colateral desse movimento não auxilia o presidente justo no momento em que a direita está fragmentada.
O Painel coloca também que alguns quadros do PT confidenciam, em privado, temer que o retorno de Lula ao cotidiano da política reagrupe a direita, dando a ela um inimigo comum – e a Bolsonaro combustível para ataques sobre o risco de a esquerda retomar o poder.
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Alguns integrantes da sigla ponderam que Bolsonaro vive momentos de fragilidade, sem o apoio sólido do centro, com o partido rachado e em pé de guerra, e movimentos de direita estremecidos pela claudicância do Planalto na defesa da pauta anticorrupção. O “fator Lula”, avaliam, poderia suplantar tudo isso.


