No começo do mês de fevereiro, estourou na grande mídia o caso dos laranjas do ministro do Turismo. O mineiro Marcelo Álvaro Antônio (PSL), deputado federal mais votado em Minas, teria patrocinado um esquemão de candidaturas de laranjas que direcionou verbas do PSL para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara.
Agora, não é que surgiu outro caso? O do atual presidente do PSL, Luciano Bivar, de Pernambuco. Ele foi, por estes dias, eleito segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados.
Segundo reportagem da Folha de São Paulo, Bivar teria criado uma candidata laranja em Pernambuco que recebeu do partido R$ 400 mil de dinheiro público na eleição de 2018.
Segundo os jornalistas Camila Mattoso, Ranier Bragon, e Joana Suarez, que assinam a reportagem da Folha, no caso de Lourdes Paixão, a prestação de contas dela, que é secretária administrativa do PSL de Pernambuco, estado de Bivar, sustenta que ela gastou 95% desses R$ 400 mil em uma gráfica para a impressão de 9 milhões de santinhos e cerca de 1,7 milhão de adesivos, tudo às vésperas do dia que os brasileiros foram às urnas, em 7 de outubro.
Cada um dos quatro panfleteiros que ela diz ter contratado teria, em tese, a missão de distribuir, só de santinhos, 750 mil unidades por dia –mais especificamente, sete panfletos por segundo, no caso de trabalharem 24 horas ininterruptas.


