Esse pedido de liberdade havia sido apresentado pela defesa de Lula no ano passado, quando Moro aceitou o convite para ser ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, então recém eleito presidente. O juiz Moro e atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba e havia sido o responsável pela condenação de Lula em 2017 no caso do triplex em Guarujá (SP).
Segundo fontes ligadas ao STF, teria pesado na decisão de Gilmar Mendes de liberar o caso para julgamento o fato de o site The Intercept ter divulgado, neste fim de semana, mensagens segundo as quais Moro, ainda como juiz da Lava Jato, orientou a atuação de procuradores.
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Lula chegou a ser condenado em segunda instância e está preso em Curitiba desde abril de 2018, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
A liberação para julgamento começou a ser analisada em dezembro do ano passado. Dois ministros da Segunda Turma votaram contra a concessão da liberdade a Lula. Até que Gilmar Mendes pediu vistas, ou seja, mais tempo para analisar o caso.


