bolso e moro.001

A paciência de Sergio Moro está chegando ao limite e, se chegar, como está ameaçando, será uma facada devastadora em Bolsonaro

O comentário é feito pelo jornalista Gilberto Dimenstein e veiculada no site Catraca Livre.

Segundo o texto, humilhado publicamente por várias vezes, Moro informa a amigos que, se não indicar o próximo superintendente-geral da Polícia Federal, vai deixar o governo.

“Se o presidente Jair Bolsonaro tirar Maurício Valeixo da direção-geral da Polícia Federal e não colocar em seu lugar alguém de confiança de Moro, o ministro deixará o governo”, disse Guilherme Amado, colunista da revista Época.

Moro, como se sabe, entrou no governo como um superministro.

Perdeu COAF, não pode indicar assessores, viu sumir a promessa de ir ao Supremo Tribunal Federal.

Com a acelerada queda da popularidade de Bolsonaro, a saída de Moro seria uma facada devastadora.

Seria o sinal para seu público de que ele teria abandonado a luta contra a corrupção.

Uma impressão crescente na batalha de proteger seus filhos e parentes de investigações na Polícia Federal, Ministério Público e Receita Federal.

Seria um golpe muito mais forte de que foi a indicação de Augusto Aras, que irritou (e muito) setores radicais do bolsononarismo e deixou o presidente publicamente atordoado com as críticas.

Moro é mais popular do Bolsonaro e simboliza a Lava Jato.

Sem ele, haveria um estremecimento justamente naquele núcleo duro da opinião pública que ainda apoia Bolsonaro – mas já está desconfiado.

O que sobraria dele depois dessa facada?

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • bio

    © 2021. Todos direitos reservados a OgazeteirO. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

    Participe do nosso grupo de WhatsApp