O comentário é feito pelo jornalista Gilberto Dimenstein e veiculada no site Catraca Livre.
Segundo o texto, humilhado publicamente por várias vezes, Moro informa a amigos que, se não indicar o próximo superintendente-geral da Polícia Federal, vai deixar o governo.
“Se o presidente Jair Bolsonaro tirar Maurício Valeixo da direção-geral da Polícia Federal e não colocar em seu lugar alguém de confiança de Moro, o ministro deixará o governo”, disse Guilherme Amado, colunista da revista Época.
Moro, como se sabe, entrou no governo como um superministro.
Perdeu COAF, não pode indicar assessores, viu sumir a promessa de ir ao Supremo Tribunal Federal.
Com a acelerada queda da popularidade de Bolsonaro, a saída de Moro seria uma facada devastadora.
Seria o sinal para seu público de que ele teria abandonado a luta contra a corrupção.
Uma impressão crescente na batalha de proteger seus filhos e parentes de investigações na Polícia Federal, Ministério Público e Receita Federal.
Seria um golpe muito mais forte de que foi a indicação de Augusto Aras, que irritou (e muito) setores radicais do bolsononarismo e deixou o presidente publicamente atordoado com as críticas.
Moro é mais popular do Bolsonaro e simboliza a Lava Jato.
Sem ele, haveria um estremecimento justamente naquele núcleo duro da opinião pública que ainda apoia Bolsonaro – mas já está desconfiado.
O que sobraria dele depois dessa facada?


