Gustavo Bebianno gravou um vídeo para rebater a versão de que teria produzido um dossiê para impedir que o deputado Luís Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) fosse vice-presidente. O ex-ministro afirma, na gravação, que Bolsonaro recebeu papéis contra “o príncipe” de “um delegado federal e um coronel do Exército”, informa a gazeteira Daniela Lima.
Segundo ela, o relato sobre o recebimento do dossiê teria sido feito, segundo Bebianno, pelo próprio Bolsonaro, na véspera da indicação de seu vice, por telefone, às 4h30 da manhã.
As informações estão sendo veiculadas na coluna Painel, Folha de São Paulo. Bebiano desafiou o presidente a contraditar sua versão e disse que ambos poderiam se submeter a um detector de mentiras.
Daniela Lima, que faz a coluna mais lida do país, dá conta ainda que o ex-ministro contou ter recebido um telefonema de Bolsonaro em sua casa, de madrugada, e aponta o deputado Julian Lemos (PSL-PB) como testemunha. Segundo Bebianno, Bolsonaro disse ter recebido um dossiê contra “o príncipe” que teria imagens do hoje deputado em “suruba gay”, “baile de máscaras gays” e relatos de envolvimento com gangues de rua que “agridem mendigos”.
A jornalista conta mais:
Bebianno disse ter considerado o relato surreal, mas afirmou que, no dia seguinte ao telefone, Bolsonaro descartou “o príncipe”como vice e escolheu o general Hamilton Mourão.
No vídeo, o ex-ministro diz ainda que Carlos Bolsonaro intermediou uma conversa com Luís Philippe e confirmou que ele não era o autor do tal dossiê.
O assunto veio à tona nesta quarta (13), após a colunista Mônica Bergamo relevar diálogo no qual o presidente atribuiu a autoria dos papéis a Bebianno diante de deputados do PSL.
O ex-ministro diz que dessa vez “não vai deixar barato” a informação, segundo ele falsa, preparada por Bolsonaro.


