Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência [SECOM], é proprietário da empresa FW Comunicação e Marketing. Segundo a reportagem da Folha de São Paulo, através desta empresa, Fabio “recebe dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Jair Bolsonaro”.
Quanta falta de ética e mistura disso com aquilo.
A Folha “confirmou que a FW tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem do governo, entre elas a Band e a Record [e a SBT], cujas participações na verba publicitária da Secom vêm crescendo” às custas da diminuição das verbas que a Globo recebia, que desabaram de 48,52% em 2017 para 16,38% do total em 2019.
O chefe da Comunicação de Bolsonaro escolheu Samy Liberman para ser seu chefe-adjunto na Secretaria. Samy, por sua vez, é irmão de Fabio Liberman, que Fabio Wajngarten escolheu para ser o administrador da sua empresa, a FW Comunicação e Marketing. Ou seja, montaram uma “maçaroca” ao lado do gabinete do Bolsonaro para operar negócios ilícitos.
Perguntinha que não quer calar. Se tudo estivesse acontecendo em um outro governo, até a moçada que gosta de pedir cabeça desse ou daquele, já não estaria na rua batendo panela?
O PT, na Câmara dos Deputados, vai acionar a CEP (Comissão de Ética Pública da Presidência da República) para que apure possíveis infrações do chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social) do governo federal, Fabio Wajngarten, e de seu adjunto, Samy Liberman.
Com informações da Folha de São Paulo e Brasil 247.


