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A liberação de saques do FGTS pode agradar geral, no primeiro momento, mas também pode corroer as políticas habitacionais e de saneamento básico do país. Tipo assim, tira daqui, cobre ali

O jornalista Pierro Locatelli escreveu, nesta quinta-feira (18/07), que quem se depara com a pergunta “quem quer dinheiro?” sabe que há somente uma resposta possível. Por isso, é normal ver com bons olhos a intenção do ministro da Economia, Paulo Guedes, de liberar o saque de 35% do valor das contas ativas do FGTS. Para os brasileiros que ainda têm um emprego com carteira assinada, esse dinheiro (que pertence a eles) sempre vêm em boa hora.

Ele vai mais longe, e diz que, além disso, o montante nessas contas rende pouco, menos que a poupança e outros investimentos seguros. Daí a vontade de retirá-lo da sua conta em busca de quitar dívidas ou mesmo para colocar em aplicações que rendam mais. Mas as restrições aos saques do FGTS não existem sem motivo. E suas contas não rendem pouco porque o Estado brasileiro é um antro de pessoas sem coração. Essas características permitem ao FGTS ser a principal fonte de financiamento para a habitação social e o saneamento básico no Brasil.

É muito bom.

É muito preocupante.

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