Por estes dias, uma discussão tem sempre sido tocada, em tempos de falações de direitos e deveres de cada cidadão do país.
A férias para magistrados e procuradores são de 60 dias, um verdadeiro absurdo. Afinal de contas, qual a diferença entre um trabalhador e um magistrado? Só um deles merece férias especiais.
Feito o registro, a Folha de São Paulo mostra, em seu site, outro absurdo.
Segundo o jornalista Gustavo Patu, em contraste com o aperto geral em serviços públicos, custeio e investimentos, o projeto de Orçamento federal de 2020 destina R$ 4,7 bilhões à criação de vantagens para a carreira militar.
O montante —suficiente para recompor, com sobras, as verbas para obras em estradas e bolsas da Capes, entre outras combinações possíveis— decorre de benefícios instituídos pela reforma previdenciária das Forças Armadas.
Como contrapartida às exigências de maiores contribuição e tempo de serviço para as pensões, o governo Jair Bolsonaro (PSL) incluiu no texto, que tramita na Câmara dos Deputados, a alta imediata da remuneração da caserna.
A ilustração é da revista Desafio’s.


