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Tudo que o fizerem para enquadrar a “gangue de torturadores de cães”, ainda será pouco. Câmara Federal endureceu a legislação e amigos e protetores dos animais pedem a cassação do diploma do médico veterinário que apoiava as lutas de cães Pit Bull

A Câmara aprovou o projeto de lei que aumenta a pena para autores de maus-tratos a cães e gatos domésticos. A matéria segue para o Senado. O texto aprovado prevê reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição de guarda de animal, mas apenas para maus-tratos a cães e gatos. A punição pode chegar a seis anos em caso de morte do animal. Para os animais silvestres, exóticos ou nativos, a pena continua a mesma. Hoje, a Lei de Crimes Ambientais determina detenção de três meses a um ano e multa para casos de violência contra animais. O texto privilegia os animais domésticos porque cães e gatos são os animais mais adotados como estimação no país.

Nas redes sociais, a pauleira nos integrantes da “Gangue de torturadores de cães” continua. Entidades pedem e fazem abaixo-assinados para cassar o veterinário que participou da sessão imperdoável de lutas entre cães da raça Pit Bull.

Do Jornal Opção:

Nesta terça-feira, 17, o vereador Zander Fábio (Patriotas) apresentou na Câmara Municipal uma moção de repúdio referente a participação do médico goiano Leônidas Bueno Fernandes Filho na rinha de cães da raça pitbull promovida em  São Paulo, no município de Mairiporã. O documento pede ao Conselho Regional de Medicina que afaste o profissional e casse o seu registro.

Cerca de 19 cães foram resgatados em uma chácara, onde veterinários, médicos, um policial militar e estrangeiros instigavam brigas entre os animais. Zander declarou que é inadmissível que um animal sofra esses maus tratos. “Passavam carne fresca no dorso dos cães enquanto eles ficavam dois dias sem comer e colocavam pimenta líquida nos olhos e órgãos genitais, para que os mesmos pudessem matar uns aos outros. O cão que era morto, depois de tudo isso, era uma parte servida para os próprios animais e a outra parte era dividida em churrasco para as própria pessoas” ressaltou o parlamentar.

A “rinha” era combinada através de um grupo no aplicativo de WhatsApp. Os suspeitos vão responder por associação criminosa e maus-tratos contra animais, além de ter o agravante de morte e jogos de azar.

 

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