
Em Capanema, Sudoeste do estado, foi decretada a indisponibilidade de bens da ex-prefeita da cidade (gestão 2013-2016) e de mais nove pessoas e três empresas. A liminar atende ação civil pública por ato de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca, que sustenta que os réus estão envolvidos em uma licitação fraudada para a contratação da decoração de Natal do Município em 2013.
Como resume o MPPR na ação, o processo “teve o caráter competitivo fraudado, eis que o procedimento foi simulado, evidenciando-se a ausência de disputa e a confecção de documentos com datas retroativas e adulteradas, beneficiando a empresa vencedora do certame”. São requeridos além da ex-gestora o então agente de licitação, uma funcionária e o sócio da empresa beneficiada, cinco servidores que compuseram a comissão de licitação, duas empresas que aceitaram participar do procedimento e seus dois proprietários.
Com a liminar, deferida no dia 17 de setembro, pelo Juízo da Vara da Fazenda Pública de Capanema, os réus tiveram os bens bloqueados em R$ 154.896,00. No mérito do processo o Ministério Público requer a condenação de todos por ato de improbidade, o que pode levar a sanções como a suspensão dos direitos políticos, a proibição de contratar com o poder público e a devolução dos valores recebidos indevidamente ao erário.
Crime – Em razão dos mesmos fatos houve o oferecimento de ação penal pelo MPPR por fraude a licitação e corrupção passiva, a última imputação dirigida ao chefe do setor de licitações à época, por ter enviado mensagem a uma funcionária da empresa vencedora do certame solicitando um “prêmio”.
O Caso de Mangueirinha
A Promotoria de Justiça de Mangueirinha, no Centro-Sul paranaense, ofereceu denúncia contra 20 pessoas acusadas da prática de 52 fatos criminosos, dentre eles, organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, extorsão e loteamento ilegal. Os denunciados são investigados no âmbito da Operação Jardim Europa, deflagrada no último dia 9 com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva em Mangueirinha e em Maravilha (SC).
Dentre os denunciados, estão um ex-prefeito de Campo Erê (SC), um vereador e o irmão de outro vereador de Mangueirinha, além de empresários, servidor público e corretores de imóveis. Três investigados continuam presos preventivamente, dentre eles, o ex-prefeito de Campo Erê (SC) e o irmão de um vereador de Mangueirinha. Foram sequestrados 54 terrenos transferidos para o nome de laranjas no estado do Rio Grande do Sul.
De acordo com a apuração do Ministério Público do Paraná, uma organização criminosa com atuação nos três estados do Sul realizou a venda de lotes não registrados, venderam terrenos hipotecados, transferiram terrenos de vítimas para “laranjas” do Rio Grande do Sul e extorquiram vítimas cobrando valores de R$ 2 mil a R$ 50 mil para devolverem os terrenos.
Na esfera cível, continuam bloqueados R$ 46 milhões de diversos investigados.


