Chegou a dita cuja. Agora os partidos de centro e centro-direita que estão alijados das negociações com o Planalto, vão dançar com a musica deles, ou seja, até que o governo abra os ouvidos ao Parlamento, não há chance de a reforma avançar. Os mais insatisfeitos advogam que a Câmara só comece a debater o texto depois de Jair Bolsonaro expor o projeto que vai tratar da aposentadoria dos militares.
Segundo o informa a jornalista Daniela Lima, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acertou com líderes de algumas siglas que, até o Carnaval, a Casa só vai tratar de projetos do Legislativo. A medida provisória que reestrutura a Esplanada nem sequer será lida, para evitar o trancamento da pauta.
Ainda, segundo a jornalista que é responsável da coluna Painel, Folha de São Paulo, Rodrigo Maia também só pretende definir os comandos das comissões depois do feriado. A montagem do colegiado que vai analisar a nova Previdência está incluída neste pacote.
Devagar com o andor Presidente do PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin adotou tom cauteloso ao comentar a reforma da Previdência. Ele diz que a sigla vai se debruçar sobre o texto e debatê-lo com especialistas após o Carnaval, mas antecipou uma crítica.
Líderes da Câmara já articulam mudar o texto e desobrigar estados e municípios de adotarem as regras que forem aprovadas em Brasília. A equipe econômica atrelou o funcionalismo estadual para envolver os governadores na articulação do projeto.
Ninguém vai querer assumir problemas que os deputados estaduais devem e podem resolver.
Então, sossega Leão.
Parem de fazer contas e cálculos, nada está certo e resolvido. Tem muita água para passar debaixo da ponte.


