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É o Beto Richa. Se for para capinar um lote, ele corre, porém, está em “desabalada carreira” atrás de Dias Toffoli para anular a papelada da Operação Rádio Patrulha

Beto Richa entrou com uma reclamação no STF para tentar anular a ação penal, derivada da Operação Rádio Patrulha, que tramita na 13ª Vara Criminal de Curitiba, da Justiça Estadual, desde outubro do ano passado.

A defesa de Betinho diz que o processo deveria tramitar na Justiça Eleitoral e não na justiça comum. Liminarmente, até o julgamento do mérito da Reclamação, a defesa pede ainda a suspensão do processo.

Vamos aguardar.
Por ora, é bom lembrar que o ex-governador não está com aquela bola toda. Tem mais, ele não é filho do presidente.

PARA ENTENDER

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e outras 12 pessoas viraram réus na Operação Rádio Patrulha, do Ministério Público do Paraná (MP-PR). A denúncia foi aceita na terça-feira (30) pelo juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba.

A operação investiga um esquema de propina para desvio de dinheiro por meio de licitações no programa “Patrulha do Campo”, para recuperação de estradas rurais do estado.

Beto Richa foi preso na operação em 11 de setembro. Após habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele foi solto, quatro dias depois.

Na aceitação da denúncia, o juiz afirma que entre as principais provas contra Richa está uma gravação em que ele trata de assuntos relacionados ao atraso do pagamento de propina com o delator Tony Garcia.

Além disso, a decisão indica que outras provas são a autorização da licitação do programa e a realização de aditivos, diversas menções ao ex-governador em conversas de outros réus e o fato “dos eventuais delitos terem sido praticados sob a estrutura do seu governo”.

Investigação

Segundo o MP, empresários e pessoas ligadas a eles ofereciam dinheiro em troca de atos de ofício por parte de agentes públicos para venceram as licitações.

O valor acertado, de acordo com os procuradores, correspondia a 8% do valor bruto dos contratos. Ao todo, diz a denúncia, foram pagos R$ 8.152.474,44 em vantagens indevidas, em 36 pagamentos mensais.

Beto era o “principal destinatário final das vantagens indevidas prometidas pelos empresários, plenamente ciente das tratativas e reuniões realizadas”, afirma a denúncia.

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