Na lista dos produtos liberados, existem itens que foram banidos pela União Europeia e vários definidos como “muito perigosos para o meio-ambiente” pelo próprio governo.
A musa do veneno, Tereza Cristina (DEM), atribuiu as liberações a critérios “técnicos” que eram barradas em governos anteriores por conta de “processo ideológico”.
O Ministério defende a autorização do uso das novas fórmulas para “aumentar a concorrência e baratear custos” dos agrotóxicos, enfatizando que os produtos são fórmulas “genéricas” de princípios ativos já produzidos no Brasil.
A moçada que defende fervorosamente o meio ambiente não concorda, tanto que a engenheira agrônoma e porta-voz do Greenpeace, Marina Lacôrte, diz que a regulamentação dos agrotóxicos autorizados neste ano ignora bases científicas.
O Greenpeace estima que 30% dos agrotóxicos liberados desde janeiro já foram vetados no bloco europeu. O crescimento no número de produtos no país começou em 2016, mas aumentou consideravelmente desde a posse do novo governo, apoiado pela bancada ruralista.


