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Enquanto Sergio Moro falava em destruir provas, e a PF não deixou, novas revelações dão conta que Deltan Dallagnol recebeu pagamento por palestra de empresa citada na Lava Jato

Sempre ouvimos de uns e outros, sobre as “coisinhas” praticadas nas investigações da Lava Jato, que podia tudo por conta do combate à corrupção. Agora é hora de se servir do serviço sujo de hackers para mostrar o outro lado da grande operação, que não só combateu a corrupção, mas ajudou a derrubar a economia do país.

É O DELTAN DALLGNOL

O procurador da República Deltan Dallagnol fez uma palestra remunerada no valor de R$ 33 mil para a Neoway, empresa que havia sido citada em um acordo de delação em caso de corrupção na própria força tarefa da Lava Jato. A informação foi revelada pelas mensagens e documentos obtidos pelo site The Intercept Brasil e analisados em conjunto com o jornal a Folha de São Paulo, em reportagem divulgada nesta sexta-feira, 26, informa o site BEM PARANÁ.

A companhia já tinha sido citada na delação de João Luz que houve a citação do nome de Cândido Vaccarezza, ex-líder dos governos petistas na Câmara que foi preso em 2017, e em negócios envolvendo a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.

A empresa de tecnologia Neoway, que contratou Dallagnol, foi mencionada pela primeira vez em um documento de colaboração que foi incluído em um chat dos procuradores. Além de participar do evento, em março de 2018, Dallagnol ajudou na aproximação dos membros da Procuradoria com representantes da empresa. O objetivo era promover os produtos da empresa a fim de que fossem usados pela equipe da Força Tarefa, da qual é coordenador em Curitiba.

Ainda conforme a reportagem, Dallagnol também gravou um vídeo para a empresa na qual enaltece as ferramentas tecnológicas em investigações, principalmente as da Neoway, e teria acionado um dos assessores do Ministério Público para avaliar seu desempenho na gravação.

Conforme o site, quando percebeu que havia recebido dinheiro e feito propaganda grátis para a empresa investigada pela operação que comanda no Paraná, o procurador confessou a colegas: “Isso é um pepino para mim”. Mas, ele teria escrito à corregedoria, do Ministério Público Federael para prestar “informações sobre declaração de suspeição por motivo de foro íntimo” quase um ano depois, quando o processo foi desmembrado no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma parte foi remetida à Lava Jato de Curitiba.

VEJA A REPORTAGEM COMPLETA DO THE INTERCEPT BRASIL.

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